- O Google Hotel Ads é o anúncio que aparece dentro da busca de hotéis do Google, com o preço e a disponibilidade que saem do seu motor de reservas.
- Ele disputa o mesmo painel que Booking, Expedia e Decolar — e leva o viajante direto para o seu checkout, sem intermediário.
- Para participar, o hotel precisa de um motor de reservas integrado ao Google Hotel Center. Sem feed de tarifas, não existe anúncio.
- Antes de investir, ative os links de reserva gratuitos: mesma vitrine, custo zero.
- Desde 20 de fevereiro de 2025 não existe mais lance por comissão: a cobrança é por clique (CPC, eCPC) ou por ROAS alvo.
- Em 30 de setembro de 2026 o Google encerra as tarifas de terceiros. Hotel sem feed próprio sai do inventário de Hotel Ads.
Quando um viajante digita "hotéis em Gramado" no Google, ele não vê primeiro uma lista de sites. Ele vê um painel com fotos, notas, mapa e — o que decide a venda — preços lado a lado. Esse painel é o espaço mais disputado da hotelaria online, e por muito tempo só as OTAs souberam ocupá-lo.
O Google Hotel Ads é a porta que o próprio Google abriu para o hotel entrar nessa comparação. Este guia mostra como o formato funciona hoje, em 2026 — com as regras que mudaram desde que a maioria dos materiais sobre o assunto foi escrita.
O que é o Google Hotel Ads
Google Hotel Ads é o formato de anúncio do Google criado exclusivamente para hospedagem. Em vez de um anúncio de texto, ele exibe o seu hotel dentro do módulo de reservas da busca: foto, nota das avaliações, a diária exata para as datas pesquisadas e um link que leva o viajante direto para o checkout do seu motor de reservas.
A diferença para o resto do Google Ads está em três pontos. Primeiro, onde ele aparece: na Pesquisa do Google, no Google Maps e no Google Travel, sempre em blocos reservados a hotéis. Segundo, o que ele mostra: preço e disponibilidade em tempo real, não uma promessa genérica. Terceiro, com quem ele compete: o concorrente ali não é a pousada da esquina, é a Booking anunciando o seu próprio hotel.
É por isso que esse formato é diferente de todo o resto da mídia hoteleira. Em qualquer outro canal, o hotel e a OTA disputam a atenção do viajante em momentos separados. No painel do Google, os dois aparecem na mesma tela, para o mesmo viajante, na mesma data — e a tarifa oficial fica ao lado da tarifa da OTA.
Hotel Ads, links gratuitos e Google Ads: o que é cada coisa
Boa parte da confusão do hoteleiro começa aqui. São três produtos diferentes, com regras diferentes, e o hotel pode usar os três ao mesmo tempo.
| Google Ads (Pesquisa) | Google Hotel Ads | Links de reserva gratuitos | |
|---|---|---|---|
| Onde aparece | Topo dos resultados de busca | Módulo de reservas, em "Patrocinados" | Módulo de reservas, em "Todas as opções" |
| O que mostra | Título e texto | Preço e disponibilidade em tempo real | Preço e disponibilidade em tempo real |
| Como cobra | Por clique | Por clique (CPC, eCPC) ou ROAS alvo | Não cobra |
| Exige feed de tarifas | Não | Sim | Sim |
| Para que serve | Capturar intenção e disputar termos | Ganhar a comparação de preço | Ocupar a vitrine sem custo de mídia |
Os três se somam. O anúncio de texto trabalha a intenção antes da comparação; o Hotel Ads ganha a comparação; o link gratuito sustenta a presença quando você não está pagando. Hotel que só faz um dos três está deixando espaço para a OTA nos outros dois.
Onde o seu hotel aparece
1. Busca por destino
Quando alguém pesquisa "hotéis em Natal" ou "pousada em Paraty", o Google monta uma seção específica de hospedagem, com mapa e lista. É a busca mais valiosa e a mais difícil: o viajante ainda não escolheu onde ficar, e o hotel disputa espaço com todo o destino. Aqui o Hotel Ads funciona como vitrine de descoberta — e o critério de corte é preço competitivo somado a boas avaliações.
2. Busca pelo nome do hotel
Esse é o cenário que mais devolve dinheiro ao hotel. Quem digita o nome do seu hotel já decidiu o destino e está apenas escolhendo onde reservar. No painel que aparece, o anúncio oficial do hotel entra no bloco de patrocinados e o link gratuito entra em "todas as opções" — o hotel pode ocupar as duas posições na mesma impressão.
Se você não ocupar esse espaço, ele não fica vazio: a OTA paga para aparecer na busca pelo nome do seu hotel e cobra comissão por uma reserva que já era sua. É exatamente a mecânica que a Booking e a Expedia industrializaram — assunto que detalhamos em como Booking e Expedia dominam o Google.
3. Painel de detalhes do hotel
Ao clicar no seu hotel, o viajante abre a ficha completa: fotos, comodidades, avaliações, telefone, rota — e o módulo de reservas com os preços por data. Os links pagos aparecem com o rótulo "Patrocinado"; os gratuitos aparecem logo abaixo. Quando o link é o do hotel, o clique cai no seu motor de reservas, na data certa, já na etapa de fechamento.
4. Google Maps
Boa parte da busca por hospedagem começa pelo mapa, principalmente em viagem a trabalho e em decisão de última hora. Os anúncios de hotel aparecem nas primeiras posições da listagem do Maps e no card de cada propriedade, com o mesmo painel de reserva da busca.
Links de reserva gratuitos: comece por aqui
Antes de falar em orçamento de mídia, existe uma pergunta que resolve dinheiro na mesa sem custo nenhum: os links de reserva gratuitos do seu hotel estão ativos?
Os links de reserva gratuitos (free booking links) exibem o nome do hotel e a diária disponível no mesmo painel do anúncio pago, sem cobrança por clique nem por reserva. O requisito é o mesmo do anúncio: feed de tarifas ativo pelo Google Hotel Center e uma página de reserva que funcione de verdade para a data e a tarifa exibidas.
A ordenação não é leiloada. Segundo o Google, a posição depende de preferência do consumidor, valor entregue ao usuário, experiência na página de destino e precisão histórica dos preços — ou seja, feed que anuncia uma tarifa e entrega outra perde espaço, e perde de graça.
Já vimos hotel com verba aprovada para Hotel Ads e link gratuito desligado no mesmo mês. Ativar o gratuito primeiro dá base de comparação: você passa a saber quanto do resultado é do canal e quanto é da mídia.
O que muda em 30 de setembro de 2026
Essa é a alteração mais importante do ano e a que menos hoteleiro conhece. O Google vai encerrar as tarifas de terceiros (Google third-party rates) em 30 de setembro de 2026.
As tarifas de terceiros eram o recurso que preenchia o preço do hotel automaticamente, a partir de fontes externas, quando o anunciante rodava campanha sem conta no Hotel Center. Era o atalho de quem queria anunciar sem integrar o motor de reservas. Depois da data:
- Quem depende dessas tarifas deixa de veicular no inventário de Hotel Ads — módulo de reservas e anúncios de promoção de viagem.
- Campanhas Performance Max para metas de viagem continuam rodando em Pesquisa, Display e YouTube, mas saem do Hotel Ads.
- Campanhas de hotel sem feed próprio simplesmente param.
O caminho oficial é um só: montar o feed direto de preços com um parceiro de conectividade ou pela própria conta do Hotel Center, vincular ao Google Ads e recriar as campanhas com lances e orçamentos equivalentes. Não é ajuste de campanha, é integração de sistema — e integração de motor de reservas leva semanas, não dias. Hotel que descobrir isso em outubro perde temporada.
Quanto custa: como o Google cobra
Não existe mensalidade, contrato nem investimento mínimo do Google. Você define um orçamento diário e paga pelo que o formato entregar. O que mudou — e muito — foi como se paga.
O modelo de comissão acabou
Até 2024 era possível pagar o Hotel Ads como se paga uma OTA: um percentual sobre a reserva concluída. Era o modelo mais confortável para o hoteleiro, porque só custava quando vendia. O Google desativou essa família de estratégias:
- 30 de abril de 2024 — campanhas novas deixaram de aceitar lance por comissão.
- 20 de fevereiro de 2025 — campanhas ativas com comissão pararam de veicular.
- 30 de novembro de 2025 — prazo final de reconciliação das comissões por estadia.
Se algum material ainda oferece "Google Hotel Ads por comissão", ele está desatualizado. As estratégias válidas hoje são CPC manual, CPC otimizado (eCPC), ROAS alvo e a campanha Performance Max para metas de viagem.
O que isso muda para o hotel
Muda o risco de lugar. No modelo de comissão, o risco era do Google; no modelo de clique, é seu. Na prática, isso significa que a operação passou a valer mais que o lance: com CPC, quem tem melhor paridade de preço, melhor motor e melhor mensuração paga menos por reserva — e quem não tem, paga clique que não converte.
Não existe CPC de tabela: o valor sai de leilão e varia por destino, sazonalidade e concorrência. O número que decide se o canal vale a pena não é o custo do clique, é o custo por reserva comparado com a comissão que a OTA cobraria pela mesma venda.
O que o seu hotel precisa ter antes de anunciar
- Motor de reservas integrado ao Google. O feed de tarifas e disponibilidade chega ao Google pelo seu motor, channel manager ou PMS — desde que ele seja parceiro de conectividade. Esse é o gargalo real da maioria dos hotéis.
- Conta no Google Hotel Center com a lista de propriedades, o feed de preços e as páginas de destino configuradas.
- Conta do Google Ads vinculada ao Hotel Center.
- Paridade de preço. A tarifa anunciada precisa ser a tarifa cobrada, com taxas e impostos tratados segundo as regras do Google. Preço direto pior que o da OTA transforma o anúncio em publicidade da OTA.
- Página de reserva funcionando para a data e a tarifa exibidas — inclusive no celular, que é de onde vem a maior parte do clique.
- Rastreamento de conversão instalado no motor. Sem medir a reserva, o Hotel Ads vira despesa sem contraprova.
Se o seu motor não for integrado, esse é o primeiro projeto — antes de qualquer campanha. Reunimos as opções do mercado brasileiro em os principais motores de reservas para o seu hotel.
Passo a passo da primeira campanha
- Vincule as contas. No Google Ads, em Ferramentas e configurações, abra Contas vinculadas, escolha Google Hotel Center e informe o ID da conta.
- Crie a campanha. Clique em Nova campanha e escolha criar campanha sem meta de conversão definida; em tipo de campanha, selecione Hotel — ou Performance Max para metas de viagem, conforme o objetivo.
- Escolha a estratégia de lance. Para a primeira experiência, CPC manual dá controle e leitura limpa do leilão. ROAS alvo entra depois, com histórico de conversão acumulado.
- Defina orçamento diário. Comece com valor que sustente pelo menos um mês de veiculação contínua: campanha que liga e desliga não aprende.
- Segmente os locais. Limite a exibição às praças que realmente compram o seu hotel. Em orçamento apertado, é o ajuste que mais protege verba.
- Monte os grupos de anúncios. São dois tipos, com finalidades opostas: link para reserva, para quem procura pelo nome do seu hotel — o anúncio aparece no painel ao lado dos preços das OTAs; e promoção da propriedade, para quem procura hospedagem no destino, do tipo "hotel em Florianópolis".
- Separe as duas intenções em campanhas distintas. Marca e destino têm CPC, taxa de conversão e papel diferentes no funil. Misturar as duas na mesma campanha é o erro mais comum — e o mais caro, porque o resultado bom da marca esconde o resultado ruim do destino.
Campanha de hotel ou Performance Max para viagens?
O Performance Max para metas de viagem foi lançado pelo Google em março de 2023 e virou o caminho que a plataforma vem empurrando. É uma campanha única que usa a IA do Google para distribuir os anúncios por Pesquisa, YouTube, Display, Discover, Gmail, Maps e o canal de viagens, com relatório por propriedade e capacidade de gerenciar até 100 hotéis numa campanha só.
A leitura honesta: PMax entrega alcance e economiza operação; campanha de hotel entrega controle. Para um hotel independente que está começando e precisa entender de onde vem cada reserva, a campanha de hotel com CPC dá leitura mais limpa. Para redes e operações com histórico de conversão consolidado, o PMax costuma render mais.
Uma ressalva que vale para os dois: depois de 30 de setembro de 2026, nenhum dos formatos aparece no inventário de Hotel Ads sem feed próprio de tarifas.
Como medir o resultado
Receita gerada no motor é o placar. O resto é diagnóstico:
- Receita e reservas no motor, com o rastreamento de conversão conferido antes de ligar a campanha — não depois.
- ROAS — retorno sobre a verba de mídia. É a métrica de decisão de escala.
- Custo por reserva comparado à comissão da OTA pela mesma venda. É a conta que justifica o canal.
- CPC e impressões — mostram se você está no leilão e a que preço.
- Taxa de conversão do motor — se o clique chega e não vira reserva, o problema saiu da mídia e entrou no motor.
- Taxa de rejeição — indica segmentação errada ou incoerência entre preço anunciado e preço exibido.
Um alerta que se repete em auditoria: quando o hotel não separa a campanha de marca da campanha de destino, o ROAS agregado fica ótimo e esconde uma campanha de destino no prejuízo. Sempre olhe as duas separadas.
Sete erros que fazem o hotel perder dinheiro
- Anunciar com preço direto pior que o da OTA. O painel é comparativo. Se a sua tarifa perde, você está pagando para o viajante escolher a Booking.
- Deixar o link gratuito desligado e investir só no pago. É abrir mão da parte que não custa nada.
- Feed impreciso. Preço anunciado diferente do cobrado derruba a posição no gratuito e queima verba no pago.
- Misturar marca e destino na mesma campanha, e decidir com base num número que mistura os dois.
- Ligar sem rastreamento de conversão. Sem medir a reserva no motor, não existe otimização — existe palpite.
- Motor lento ou quebrado no celular. O Hotel Ads entrega o clique na etapa final; um checkout ruim desperdiça o clique mais caro do funil.
- Tratar Hotel Ads como canal único. Ele captura demanda existente. Quem só faz Hotel Ads compete por demanda que a OTA ajudou a criar — e paga caro por ela.
Hotel Ads x OTA: a conta da margem
A comparação certa não é "clique caro ou clique barato", é custo de aquisição contra comissão. Um exemplo com números hipotéticos, só para mostrar a mecânica:
Reserva de 3 diárias a R$500 = R$1.500. Com comissão de OTA de 18%, o hotel paga R$270 por essa venda. No canal direto, com CPC de R$3 e taxa de conversão de 2%, são 50 cliques por reserva — R$150 de mídia. A diferença por reserva fica em R$120, e ela aparece inteira na margem.
Os números variam por destino e por hotel — o ponto é o método. Com comissão, o custo é fixo em percentual e sempre proporcional ao ticket; com CPC, o custo depende de eficiência, e eficiência é trabalhável. Foi essa troca de lugar do risco que o fim do lance por comissão consolidou.
E vale dizer o que o Hotel Ads não resolve: ele captura quem já está procurando. Gerar demanda nova, sustentar recompra e reduzir dependência de OTA no médio prazo exige o conjunto — mídia de descoberta, site que converte, CRM e mensuração. É o que chamamos de Ecossistema de Reserva Direta.
Como a Reprotel opera Google Hotel Ads
A Reprotel é a única agência de hotelaria do Brasil com dupla certificação Google: Google Hotel Ads Partner, a categoria exclusiva de anúncios para hotéis, e Google Partner. São 14 anos de marketing digital hoteleiro, mais de 250 hotéis ativos na carteira e mais de R$100 milhões em reservas diretas geradas só em 2025.
Isso importa para o Hotel Ads por um motivo prático: o formato depende de integração de motor, paridade de tarifa e mensuração de reserva — três coisas que ficam fora do escopo de agência generalista. Quem administra o volume de mídia hoteleira que a Reprotel administra já viu o mesmo leilão em dezenas de destinos, e não precisa aprender no orçamento do seu hotel.
Se quiser conferir o que isso produz na prática, os números estão em cases e a carteira em clientes.
Descubra se o seu hotel está pronto para o Google Hotel Ads
No diagnóstico gratuito verificamos se o seu motor está integrado, se os links gratuitos estão ativos e quanto o seu hotel está deixando na comissão das OTAs.
Quero o diagnóstico gratuitoPerguntas frequentes sobre Google Hotel Ads
O que é o Google Hotel Ads?
É o formato de anúncio do Google feito exclusivamente para hospedagem. Em vez de um anúncio de texto, ele exibe o seu hotel dentro do módulo de reservas da busca — com foto, avaliação, a diária da data pesquisada e um link que leva o viajante direto para o checkout do seu motor de reservas. Aparece na Pesquisa do Google, no Google Maps e no Google Travel.
Qual a diferença entre Google Ads e Google Hotel Ads?
O Google Ads tradicional cobre anúncios de texto na Pesquisa, banners na Rede de Display e vídeo no YouTube — e leva o usuário para uma página do seu site. O Google Hotel Ads ocupa um espaço próprio: o painel de comparação de preços que aparece quando alguém busca hospedagem. Ele mostra preço e disponibilidade em tempo real e disputa a mesma vitrine que Booking, Expedia e Decolar. Os dois convivem e fazem trabalhos diferentes.
Quanto custa anunciar no Google Hotel Ads?
Não existe mensalidade nem investimento mínimo do Google: você define um orçamento diário e paga por clique. O valor do clique é definido em leilão e varia por destino, sazonalidade e concorrência, então não há um CPC de tabela. O número que importa não é o custo do clique, e sim o custo por reserva: a comparação certa é contra a comissão que a OTA cobraria pela mesma venda.
Ainda dá para pagar comissão por reserva no Google Hotel Ads?
Não. O Google desativou as estratégias de lance por comissão nos anúncios de hotel: campanhas novas deixaram de aceitá-las em 30 de abril de 2024 e as campanhas ativas pararam de veicular com esse modelo em 20 de fevereiro de 2025. As alternativas oficiais são CPC manual, CPC otimizado (eCPC), ROAS alvo e a campanha Performance Max para metas de viagem.
Meu hotel precisa de motor de reservas para anunciar no Google Hotel Ads?
Sim. O anúncio mostra preço e disponibilidade em tempo real, e esses dados só chegam ao Google por um feed enviado pelo seu motor de reservas, channel manager ou PMS integrado ao Google Hotel Center. Se o seu motor não for parceiro de conectividade do Google, o hotel não consegue participar — nem dos anúncios pagos, nem dos links gratuitos.
Os links de reserva gratuitos do Google são realmente grátis?
São. O Google não cobra nada pelo clique nem pela reserva vinda dos links de reserva gratuitos. O requisito é o mesmo do anúncio pago: feed de tarifas ativo pelo Hotel Center e uma página de reserva que funcione. A posição não é leiloada — o Google ordena por preferência do consumidor, valor entregue ao usuário, experiência na página de destino e precisão histórica dos preços.
O que muda em 30 de setembro de 2026 no Google Hotel Ads?
O Google encerra as tarifas de terceiros (third-party rates), o recurso que preenchia o preço do hotel automaticamente a partir de fontes externas quando não havia conta no Hotel Center. A partir dessa data, quem depende delas perde a veiculação no inventário de Hotel Ads — módulo de reservas e anúncios de promoção de viagem. Campanhas Performance Max para metas de viagem continuam rodando em Pesquisa, Display e YouTube, mas saem do Hotel Ads. A saída é ter feed próprio, por um parceiro de conectividade, vinculado ao Google Ads.
Hotel pequeno ou pousada consegue competir com a Booking no Google Hotel Ads?
Consegue, e por um motivo específico: no painel de preços o hotel disputa apenas as datas do próprio inventário, enquanto a OTA disputa o destino inteiro. Além disso, quando o viajante busca pelo nome do hotel, o anúncio oficial e o link gratuito podem aparecer juntos, com a tarifa direta ao lado da tarifa da OTA. É a comparação mais favorável que existe para o canal direto — desde que a paridade de preço esteja correta.
Quanto tempo leva para ativar o Google Hotel Ads?
Se o motor de reservas já for integrado ao Google, a ativação do feed e a criação da campanha costumam ser questão de dias. Se o motor não for parceiro de conectividade, o prazo passa a depender da troca ou da integração do fornecedor — e é esse o gargalo real na maioria dos hotéis, não a campanha.
Vale a pena anunciar no nome do próprio hotel?
Na maioria dos casos, sim. Quem busca o nome do hotel já decidiu o destino e está comparando onde reservar — é o tráfego mais barato e mais qualificado que existe. Se você não ocupar esse espaço, a OTA ocupa: ela paga para aparecer na busca pelo seu nome e cobra comissão por uma reserva que já era sua. O teste correto é medir incremento, não desligar por intuição.
Fontes oficiais: Central de Ajuda do Google Hotel Center e do Google Ads — links de reserva gratuitos, desativação das estratégias de lance por comissão, encerramento das tarifas de terceiros e Performance Max para metas de viagem. Guia revisado em 22 de agosto de 2026.